Foi só o tempo de travar a porta do banheiro, minhas pernas perderam a força e eu tombei. Tasquei o queixo na pia e meus dentes cortaram a ponta da minha língua. O impacto jogou minha cabeça para trás e eu bati primeiro o crânio, depois as costas na parede. Meu pé direito virou de lado sem mais poder com meu corpo que desabava com um peso que parecia multiplicado por três, meus braços subiram como se fossem feitos de qualquer coisa inorgânica e mole, sem ação nem vontade, e eu finalmente atingi o chão. Não senti dor. Fui arrebatada…

Juliana Colares

Roteirista e jornalista

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